ITAÚ

Renegociação de Dívidas.

Agência: AFRICA
Direção: Georgia Guerra-Peixe_Joca
Criação: Eco, Ziggy e Feijão
Direção de Fotografia: Marcelo Rocha
Direção de Produção: Merilyn Salvatierra e equipe
Direção de Arte: Joaquin Corsaglia
Pesquisa de personagem: Barbara Heckler e Rosa Fontoura
Assistente de Direção: Renata Graciotti
Som direto: Deby Jay Murakawa
Montadores: Fernando Avila
Produção executiva: Moa Ramalho

Dívidas foi uma campanha que chegou na minha mão com um pedido muito  simples: Tem que ser verdadeiro mas não pode ser triste nem melancólico. E queremos universos reais.

A primeira coisa que fiz, foi levar até a pesquisa um input criativo para eles buscarem os personagens.  Minha inspiração foi: pessoas que tenham assuntos que nos permitam poesia para não cair na melancolia e trazer cinematografia para os filmes. Ou seja, imediatamente pensei em: cozinheiros, taxistas, floristas, artesanato.

Mas, para minha surpresa, a pesquisa não foi simples. Não é todo dia que as pessoas anônimas se dispõem a declarar em rede nacional que “perderam a mão” do controle de suas vidas e quebraram financeiramente. Não é um assunto confortável.

Assim sendo, a pesquisa foi enlouquecedora, delicada, versátil e longa.  O banco não colaborou, para não  ferir a confiança para com o cliente. Os clientes precisavam ter a relação da negociação com o  Itaú, bem encaminhada. E mais um detalhe, precisávamos de exemplos relativos a contas física e jurídica. Nossa, nunca fomos tão  delicados e focados em uma pesquisa. Trabalhamos, trabalhamos e tínhamos uma história. Precisávamos de 4. Não jogo a toalha e acredito. Ampliamos nossa busca, chamamos outra pesquisadora de personagem. Colocamos mais dois assistentes para colaborarem.

Foram algumas semanas de atenção e foco. E as vezes, quando achávamos o personagem, antes de mesmo de comemorar, mandávamos para o banco e eles nos retornavam com restrições. Normalmente a dívida estava negociada mas atrasada, estava em negociação, enfim, não bastava achar a história perfeita, tínhamos que ter a sorte de tudo estar no estágio certo de relação entre o cliente e o banco.

Depois de um segundo  prazo de extensão da pesquisa, e já no limite do prazo de apresentar para o cliente, surgiram os personagens:

  • O dono de um restaurante de massas
  • O professor
  • O profissional de contabilidade
  • A aposentada, estava conosco desde o início do projeto.

Com o profissional da massa, visitei seu estabelecimento e escolhi fazer o  filme na cozinha industrial. Um filme intimista caberia ali plenamente e ainda daria vida a um assunto que parece seco e difícil. Além dele ficar feliz em divulgar o  próprio negócio. O filme do professor, idem, conseguimos a escola onde ele trabalha, isso fez com que ele tivesse intimidade com os corredores e ficou tranquilo para falar, foi emocionante. Já os outros dois filmes, aposentada, consegui uma casa que ela se identificou e ela fez um bolo, de sua receita. Foi divertido vê-la se adaptar ao forno e etc. E o outro conseguimos um lugar neutro de escritório e levamos as coisa dele.

A conversa fluiu, a história surgiu e fizemos os filmes.

São filmes  simples, mas verdadeiros e cheio de emoção.

Foi uma delícia fazer e para variar o processo foi orgânico: primeiro aprovamos as histórias, depois mergulhei nas questões e apresentei a criação que então fez um pré roteiro. Entrevistei (conversei ) com cada um deles de maneira espontânea e fui tirando tudo o que precisávamos para a edição.

E o material de cobertura era claramente o universo poético de cada história.

PESSOAS QUE PARTICIPARAM