CANON

Projeto 4 anos

Agência: Dentsu
Direção: Georgia Guerra-Peixe_Joca
Direção de Fotografia: Thiago Beck
Direção de Produção: Merilyn Salvatierra e equipe
Direção de Arte: Ale Maestro
Direção de elenco: Deborah Carvalho
Pesquisa de personagem: Barbara Heckler
Assistente de Direção: Renata Graciotti
Som direto: Deby Jay Murakawa
Montadores: Saulo Simão
Produção executiva: Moa Ramalho

Tenho muito carinho com essa marca. Desde 2014, conto histórias de pessoas reais que vivem momentos especiais e para esses momentos só uma canon para registrar e ainda imprimir e guardar. Sempre me vejo em uma situação emocional que me tira o fôlego com um elenco difícil de encontrar.

Esse ano não foi diferente. Todos os anos a Canon faz um filme de dia das Mães e um no Natal. Sempre escolhem um assunto para abordar e desenvolvem um belo pré roteiro com ideias, frases e a intenção.

Esse ano o tema é a solidariedade que gera a pergunta: o que você faz ou já fez no Natal que incluísse olhar para o outro, para outras vidas e realidades? Quanto nos doamos no Natal? E a história do  filme era o papai noel, visitando um hospital de crianças em tratamento de câncer e no final, em solidariedade, rasparia seu cabelo.

Imediatamente, me emocionei com a história e quando o filme entrou, chamei a minha querida Barbara, jornalista delicada, para buscar as histórias. E chamei a querida profissional de mão cheia, a Débora, para encontrar o Papai Noel, que topasse ficar careca 30 dias antes do Natal. Para mim, algumas coisas eram fundamentais:

*Papai Noel de verdade. Encontrar homens que fazem esse trabalho há anos.

*Filmar em um hospital de verdade, com as crianças que lá se tratam.

*Não forçar a nenhuma criança a trabalhar. Todas que topasse fazer o filme que viessem e ficassem no seu tempo.

Conseguimos o Hospital ITACI. Foram 20 dias de pesquisa e uma enorme coleção de recusas. Muitos, mas MUITOS, hospitais disseram não e outros ainda não retornaram, não tiveram interesse. E como dependia do  Hospital aprovado para pesquisar as crianças, fui ficando com o nervo à flor da pele. Visitei o ITACI e quando estava, quase indo embora, achamos uma ala perfeita para a filmagem. Sorte ou dedicação?

Coisas que sabiam e não sabiam:

*O hospital sabia que iria o Papai Noel, mas não sabia que o Noel rasparia o cabelo.

*As crianças e pais sabiam que seria uma preparação de festa de Natal, mas não sabiam da visita do Noel nem da história do cabelo.

*Noel sabia de tudo e 4 toparam e o Salomão foi o escolhido.

Aprovamos 12 crianças, um Papai Noel, um hospital e uma decupagem.

Filmamos. Foi emocionante ver tanta alegria, tanta coragem e emoção. Começamos a trabalhar às 6h, filmando o Papai Noel. Depois entrevistamos e filmamos 4 crianças, nos quartos. Na sequência fizemos todos prepararem a “festa de natal improvisada” e, por fim, a primeira surpresa do dia: a chegada Papai Noel.E para dar o laço emocional fatal, ele corta o cabelo e as crianças ajudam. Tudo feito com muito carinho e o resultado está aqui:

Os outros anos com CANON

E assim também foi no primeiro ano, quando tive que encontrar uma mãe que passava o  primeiro ano com seu filho adotado. Foi emocionante filmar, foi lindo ver o casal receber o filho e mais lindo ainda porque até hoje os sigo no Facebook e acompanho o crescimento do pequeno.

Depois fiz o filme de Natal do mesmo ano. Foi um outro desafio. Precisava encontrar um bombeiro que  fosse passar o natal daquele ano trabalhando e nós iriamos surpreendê-lo com uma ceia antecipada com a família. Essa foi a pesquisa mais difícil em termos de perfil, porque o filme tinha a missão de emocionar o bombeiro mas eles em geral são super duros. Achamos o personagem ideal, com uma família linda e disposta. Tudo foi feito com muita verdade, apesar deles estarem em uma casa que não era deles.

E em 2015, me convidaram para mais um desafio emocional. O dia das mães daria um presente a uma avó. Tinha que encontrar uma grávida que iria contar, para sua mãe, na frente das nossas lente que estava grávida. Nos dias de hoje, tudo tão tecnológico, as mulheres já descobrem cedo e logo contam. A busca foi grande. Encontramos o casal do filme que, para a nossa sorte, tinha acabado de descobrir. Conseguimos pedir para segurar a notícia. Conversei com eles e combinamos a maneira mais simples de fazer com que a avó acreditasse no convite, não desconfiasse de nada. Tudo combinado. Decupagem feita. Escolhemos o restaurante, escondemos as câmeras, colocamos a equipe sentada como se fossem clientes e surpreendemos a avó que quase morreu.

E hoje entrego o filme que descrevi acima, o natal solidário.

Que delicia, em um mercado de trabalho como o nosso, onde a química da boa relação existe mas não há contratos de fidelidade, poder contabilizar uma relação com tanta história. Amo trabalhar em projetos como esses, onde a verdade está cada vez mais para a emoção e com isso a marca ganha adeptos ao seu conceito e simpáticos aos seus produtos.

PESSOAS QUE PARTICIPARAM