ALZEHEIMER

Músicas para sempre

Agência: Isobar
Direção: Georgia Guerra-Peixe_Joca e Fábio Meirelles
Direção fotografia: Walter Carvalho
Direção de Produção: Merilyn Salvatierra e equipe
Direção de Arte: Joaquin Corsiglia
Pesquisa de personagem: Marcella Machado Franco
e Renata Graciotti
Assistência de Direção: Renata Graciotti,
Manu Carvalho e Isadora Levy
Som direto: Deby Jay Murakawa
Montadores: Henrique Smith
Produção Executiva: Moa Ramalho

Personagens:
Helio Elpídio Queiroz
Camila de Queiroz
Mariana de Queiroz
João Carlos Martins Maestro
Lucas Mayer_ músico compositor
Ana Julia Zambianchi _ Cantora
Renato Anghinah _ Médico Neurologista

Esse projeto é muito valioso para mim. O Batiston, na época diretor de criação da Isobar, me chamou. Conversamos sobre TIM, um filme que estava fazendo para ele. Ao terminarmos a reunião ele falou: “Preciso de você! Tenho um filme aqui que é a sua cara e quero que você dirija!”. Quando ele começou a contar eu vi o filme que vocês vão poder assistir abaixo. Comprei a ideia no ato, mas pedi um favor: “Quero fazer um documentário e não um case. Quero fazer com que alguém muito importante na música também fale e credencie a tese da importância dela para a doença.” Concordamos com tudo.

Tenho uma química profissional especial com o Batiston, que ela passa por talentos complementares e por respeito.

Conceito do filme: Vamos fazer uma peça documental defendendo a tese de que a música fica em nossas vidas para sempre, por isso é uma forte conexão com a memória e tem sido usada no tratamento de Alzheimer. Então, faremos uma música com a história de vida de um portador de Alzheimer para que ele a tenha e possa escutá-la para lembrar de sua história. Essa peça será elemento de força para a divulgação do  longa metragem Francês intitulado “Viagem de meu pai”, onde o protagonista tem a mesma doença, lançado no Brasil pela Mares Films.

Desafio número 1: O elenco. Achar uma pessoa que tivesse o diagnóstico, mas que tivesse ainda memória e que a família quisesse falar sobre o assunto. Além disso, precisava ser um pai com filha. Demoramos, mas com a ajuda da agência, encontramos a personagem do filme. Batiston conhecia uma das filhas.

Desafio número 2: Quem seria o músico que daria o depoimento? Quando conseguimos o João Carlos Martins fiquei MUITO feliz, porque mais do que crível pelo depoimento quanto pela música, ele tem muitas histórias em relação à superação.

Desafio número 3: Como fazer um filme que fosse verdadeiro e tivesse a leveza necessária para nos levar a emoção, sem ser melancólico? Para mim, conseguimos! Costurei a história da composição da música, com uma refeição em família de muita alegria e história. Tudo feito com verdade, a partir de um mergulho na vida da família. Foi lindo, delicado e cuidadoso em todo o processo de pesquisa da história, filmagem e entrevistas. Eles comeram o que gostam e beberam o que escolheram. Se reuniram como sempre fazem e as fotos e conversas pertencem as suas histórias. Eu apenas criei uma situação que eles ficassem a vontade e então fiquei ali, filmando um encontro de família.

Amo esse filme e amo esse processo que é a soma entre produtora e agência. Soma entre acreditar e fazer com amor.

Chamei o Fábio Meirelles para dirigir comigo, depois que já havia concebido a linguagem e dirigido a diária com a família. Precisava de um parceiro para ficar a disposição das filmagens com o compositor, com o maestro e médico. As datas estavam abertas e queria muito que um diretor capitaneasse esses encontros e não um assistente. Queria alma e entrega, o Fábio sabe fazer isso muito bem. Como temos uma química de soma o chamei, mostrei o que havia filmado, contei o conceito do filme e ele seguiu com as entrevistas. Foi lindo e o resultado é emocionante.