MARCELO ROCHA

direção de fotografia

Um parceiro de muitos projetos. A história do SAMBA começa com meu ex-marido. Um fotógrafo de mão cheia com quem faria o longa. Ele faleceu e o projeto, depois disso, ficou alguns anos anestesiado. Quando retomei, já o fiz com o Marcelo. Fui para o Rio de Janeiro e, na minha pesquisa de olhar e linguagem, pedi para ele usar o “mínimo” de luz. Foi difícil convencê-lo porque sabíamos que as casas eram sem janelas e isso poderia ser um problema (Estamos falando de uma época em que as câmeras portáteis ainda não existiam em profusão).

Filmamos com uma Sony com um “simulador de batimento” adaptado entre ela e a lente. Eu e o Marcelo queríamos ter uma fotografia cuidadosa e, para isso, a minha missão era convencê-lo que encontraríamos os melhores lugares, escolheríamos as duas lentes do filme (85mm e 180mm) e só iríamos iluminar se fosse realmente necessário.

Assim foi. Muitos dias filmando, muitas coisas aprendemos e o resultado do filme é a delicadeza de uma fotografia que abraça os personagens.