DANIEL CREPALDI

montador

Montar é contar história e, para isso, a gente precisa estudar, observar, ler, ir ao cinema e ser curioso da alma humana. Falo isso para o Crepaldi sempre, uma vez por trimestre, hehe. O Daniel chegou para mim depois de passar alguns anos com os Irmãos Meirelles. Amo dar oportunidades e formar pessoas, AMO! Parece que sempre que faço isso aprendo mais e mudo minha latitude em relação ao saber e a altitude em relação ao crer. Saio de processos de troca, onde ensino e sigo sempre aprendendo. O Daniel é um caso desses.

Ele chegou montando filmes e colocando no ar. Tenho por costume sentar nas montagens, sei muito o que quero contar e dirijo montando as cenas. Sei, quando estou dirigindo, qual conteúdo e qual frame fala com o que estou buscando contar. Minha cabeça é uma ilha e uma sala de projeção ao mesmo tempo. Então minha relação com o querido e dedicado Crepaldi foi e é de formá-lo. Por que? Por que gosto dele, da sua alma, do seu jeito de ver a vida, de estar sempre pronto para aprender e ajudar. Ele soma sempre. E tem aprendido tanto que esse ano tive uma primeira experiência de não sentar na máquina e ter um filme com a cara pelo qual filmei.

Mando a minha famosa “Carta ao Montador” e ali falo o que penso. Às vezes escrevo outras ou gravo áudios. Mas falo tudo e explico o material. Adoro o Crepaldi e quero ao meu lado por mais tempo. Sempre me divirto com ele e com seu jeito desorganizado, que hoje se transformou em um cara com caderno e caneta que anota tudo e cada vez mais me passa segurança.